Argentina e Uruguay de carro: polícia rodoviária

Oi pessoal, tudo bem?

Estamos organizando uma viagem de carro passando pelo Uruguay e pela Argentina.

Quando anunciamos, começaram a dizer para irmos com paciência por que teremos problemas com a polícia rodoviária (especialmente na Argentina). Decidi escrever para vocês para tentar esclarecer com quem já fez estas viagens se é verdade que as polícias se aproveitam do fato de sermos estrangeiros (especialmente Brasileiros) para “inventar” problemas e irregularidades para multar ou apreender o carro ou o reboque, salvo se fizermos uma “contribuição”.

Nosso objetivo de viagem é percorrer sem pressa a Ruta 40 entre as latitudes de Mendoza e Bariloche. Já nos disseram que há caminhos melhores e piores com relação as “contribuições rodoviárias”. Adoraríamos fazer esta viagem mas, sinceramente, acredito que, pessoalmente, não teria paciência para enfrentar estas situações se elas de fato forem corriqueiras.

Somos extremamente cuidadosos com a legislação de cada país que visitamos. Faço todas as adaptações necessárias para atender as legislações e evitar problemas legais (talvez por força da nossa profissão, sei lá) e por esta razão tenho certeza que as férias seriam estragadas se tivesse que lidar com invenções cujo único intuito é apenas angariar contribuições.

Alguém pode contribuir com experiências pessoais no quesito polícia rodoviária nestes 2 países?

Abraços
Luiz

1 Curtida

Buenas Luiz!

Pior de tudo é que é verdade sim, e até onde sei isso ocorre principalmente na província de Entre Rios na Argentina, que pra nosso azar pega um percurso a oeste do Uruguai bastante conveniente pra quem quer descer em direção ao sul. Eu nunca passei por alí, mas várias pessoas já me disseram em primeira mão que tiveram algum tipo de problema.

A boa notícia é que eu também nunca ouvi ninguém dizer que tenham tido problemas reais, com carro apreendido ou algo do tipo. Normalmente é só um incômodo bastante desagradável. Algumas pessoas me falaram que ao tentarem filmar o ocorrido os agentes acabaram por liberá-los, mas é difícil dar alguma dica em uma situação como essa. Bom, uma dica importante é sempre manter a calma e agir de forma serena e correta. No final das contas eles também não querem se incomodar muito.

No Uruguai não tivemos nenhum problema nos últimos anos que estivemos por lá.

Oi @Gustavo, tudo bem?

A sua resposta realmente confirma o que já ouvimos a respeito do tema: a região de Entre Rios é a mais problemática.

Para evitá-la pensamos em entrar no Uruguay por Jaguarão, via BR-116, depois iniciamos nosso tour pelo Uruguay e vamos para a Argentina via Buquebus, partindo de Montevidéo ou de Colonia del Sacramento, o que for mais perto na hora que decidirmos fazer a travessia.

Na Argentina pensamos em sair de Buenos Aires rumo a Baia Blanca, depois Neuquén e depois na proa da Ruta 40. Aqui vamos aproveitar as dicas do @Dardo na viagem que ele fez para Ushuaya e documentou tudo em outro post.

Não queríamos estragar a experiência da viagem com problemas rodoviários então acho que por este caminho seguiremos tranquilos.

Abraços e obrigado.
Luiz

Oi Luiz, essa viagem seria pra quando??
Tenho uma vontade de ir justamente nessa direção qq hora dessas!!

Oi @Giuliano_mo .

Estamos nos programando para as férias de janeiro/fevereiro de 2018. Porém ainda não temos data certa.

Abraços
Luiz

Olá Luiz, eu fiz um trajeto parecido em Julho/17. Sou de Sapiranga/RS. Entrei por Jaguarão com destino à Punta, fui a Montevideu e peguei o Buquebus de Colonia até Buenos Aires. Fui até Mendoza, Santiago e voltei por São Borja. Por isso tive que cruzar Entre Rios e Corrientes, ditas as piores. Fiz tudo isto em 15 dias, e posso dizer que passei por inúmeras barreiras policiais sem qualquer problema. De fato na grande maioria mandavam seguir viagem e nem pediam documentos, mas revistavam. E aconteceu algo muito curioso. No final da viagem, já cansado, e sem conhecimento prévio, quis fazer de tudo pra sair da Argentina ou dormir mais perto o possível da fronteira. Para tal, levantei super cedo da província de San Luiz, e atravessei o país. Maior burrada. Peguei essa região mal falada durante a noite, já cansado. Todas as estradas que peguei no Uruguai e Argentina são excelentes, de envergonhar as nossas “estradas”, mas a que peguei até ir para São Borja (não lembro qual), é horrível. Buracos de mais. E esta é uma região mais pobre, não aceitam dólares ou real com facilidade. Estava ficando sem gasolina e já não tinha mais pesos. No posto não aceitaram cartão, dólar ou real. Sorte que tinha um galão de 20l junto (acho importante levar). Me salvou. Em Corrientes, já cansado, de farol alto porque só tinha eu e um caminhão com placas do Brasil me “escoltando”, vi umas luzes estranhas de longe. Piscavam, apagavam, apontavam pra mim. Não sabia o que era, mas fiquei preocupado. Não tinha onde parar, não tinha nada por perto, nem acostamento. Chegando mais perto vi que era barreira, quase 23:00, e eu estava na verdade cegando os policiais com o farol alto. Ainda assim, foram extremamente educados, pedi desculpas e me mandaram seguir, sem sequer pedir documentos. Pedi uma indicação de hotel, me deram. Não tenho nada a reclamar. Fui de Ranger 2.5 Flex, minha esposa e as três filhas pequenas (2, 7 e 12 anos). Leva todos os documentos certinho que não tem galho.