Curitiba de trailer em Jan/2017

Buenas!

Agora no início de 2017 fizemos uma viagem de trailer desde Pelotas no Rio Grande do Sul até Curitiba no Paraná, onde tivemos a oportunidade de visitar amigos e matar um pouco a saudade da cidade.

A viagem começou na sexta-feira, dia 20. Acordamos logo cedo e lá pelas 7:30 da manhã estavamos na estrada em direção a Porto Alegre. Esse percurso da BR-116 está sendo duplicado, e ao menos por enquanto o que era ruim ficou ainda pior, então é uma boa idéia pegar a estrada logo cedo para evitar os horários de maior movimento.

Fizemos uma viagem serena e tranquila até a ponte do Guaíba, seguindo sempre no nosso ritmo de 80km/h no máximo e por vezes menos devido a veículos mais lentos na nossa frente. Aqui uma foto do visual típico dos pampas na passada por Barra do Ribeiro, em uma parada estratégica de cunho biológico (Gaúchos tem mania de tomar chimarrão em viagem – vê se pode…):

Depois de Porto Alegre seguimos pela BR-290 no trecho carinhosamente conhecido pelos Gaúchos como Freeway (o carinho é justificado… é uma ótima via). Assim seguimos sem parar até logo após a cidade de Osório, onde paramos para almoçar no Restaurante Luzardo.

Já sabiamos deste local porque, como dá para ver pelo mapa, fica a poucos km do Camping da Pinguela, e quando passamos uma semana lá fizemos um tour pelos restaurantes da região em um dos dias até chegar neste como uma boa opção:

Almoçamos e seguimos viagem. Nosso destino no primeiro dia era a praia de Imbituba, em Santa Catarina.

Na continuação conto sobre a “saga” da chegada… :grin:

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Buenas Gustavo!
Legal o relato e uma bela foto do comboio; já estou pronto para acompanhar o restante! :smiley:
Abraços!

Dardo.

Em Junho pretendo tomar esses rumos também. Vou para um encontro de efemilzeiros em Londrina, e na minha rota está a serra do rio do rastro e serra do corvo branco. Pretendo fazer a primeira parada nas proximidades de Criciúma ou Lages, para curtir esses trechos logo cedo.

Obrigado, @Dardo! Logo logo seguimos viagem.

@edintruder, é muito bonita essa estrada. Eu conheci ela de uma forma interessante: ficamos ilhados devido a chuvas excessívas. Andavamos pela 101 debaixo de muita chuva acompanhando no rádio as novidades, até que ficamos sabendo que não podiamos ir nem pra frente nem pra trás pois a estrada estava embaixo d’água nas duas direções. Olhamos no GPS e vimos que estavamos próximos aquela estrada. Saímos da 101 e passamos pelo interior dos municípios para não entrar em engarrafamentos, até que conseguimos chegar a base. Subimos, passamos por São Joaquim, e pegamos a BR-116 do outro lado. Chegamos no destino com umas 2 ou 3h de atraso só.

Buenas Gustavo, Edin!
Sobre a BR116, recomendo só não passar pela região de Caxias, pois antes e depois de Caxias, tem muito trânsito pesado, também muitas subidas e descidas íngremes para transitar com um Trailer; claro, foi minha impressão com o Diamante, pois pode ser que para Edin, com o Cavinete sendo mais leve, não seja tao incomodo…de todos modos, fica o aviso.
Grande abraço para ambos!

Dardo.

Nesse trecho o ideal é pegar a BR101 ainda em Porto Alegre.

Buenas, seguindo viagem então, depois do almoço continuamos seguindo pela BR-101 acima, sem maiores dificuldades pois esse trecho já está todo duplicado e muito bem mantido.

Nosso plano A era estacionar ao lado da casa que estava sendo alugada por alguns amigos nossos em Imbituba para passar a noite, e no dia seguinte seguir viagem. Infelizmente no meio do caminho ficamos sabendo que o plano não daria certo. Nossos amigos entraram em contato com o pessoal responsável pela casa para informar que ficaríamos dentro do condomínio, e logicamente o pessoal ficou com receio de algo que não entendiam muito bem, e foram passando a bola adiante até que um administrador do condomínio disse que não poderíamos ficar lá. Normal… mais fácil dizer não do que tentar entender.

Bom, tudo bem… estávamos com um plano B já alinhavado pois havíamos ligado para o Camping Padang, que fica bem na beira da praia e com comentários positivos, e confirmamos que eles tinham lugar e aceitavam trailers do tamanho do nosso. Então seguimos na mesma direção, só adaptando a rota.

Lá pelas 18h chegamos em Imbituba e entramos pela avenida principal de acesso, que para nossa surpresa estava em obras, de forma muito desconfortável. O trailer mal cabia na pista de rodagem – que por sua vez estava aprofundada em relação as duas laterais – e na esquerda haviam pontas de ferro na horizontal, esperando aquele espaço rebaixado ser coberto com concreto. Momentos de tensão!

Depois de alguns km encurralados sem conseguir sair daquela situação e já depois do nosso ponto de entrar a esquerda, finalmente resolvi dar um basta ao encontrar um pequeno espaço aberto na direita que me pareceu ser passível de uma ré. Vesti minha cara de pau :smile:, paramos o trailer no meio do movimento e fui explicar a situação pro senhor indivíduo motorista gentil que se encontrava atrás de nós.

– Boa tarde! Seguinte… estou com um problema. Eu tenho que voltar e não consigo. O senhor segura o trânsito aí atrás que eu vou fazer uma manobra com esse caminhão. Pode ser? :smile:

Eram 6 da tarde! Maior movimento… mas deu tudo certo. Só fiquei tenso, e uma pequena raspada dos pés do macaco na terra, pois a decida era um tanto íngreme, mas nada de mais.

Pegamos então a saída que deveríamos, e seguimos por uma estrada íngreme e sinuosa, atravessando o morro que dá acesso a Praia da Ribanceira. Agora estava tudo bem. Chegamos até a beira da praia, identificamos o camping, e… minha nossa! Completamente impossível entrar um trailer grande alí. Nem médio! Talvez carretinha, e olhe lá. É uma porteira estreita, uma subida super íngreme, e com árvores na volta.

O Street View não me deixa mentir:

Não cheguei nem a parar, mas deveria ter parado para ver se eles tinham descoberto o teletransporte. :smiley:

Bom, mas tudo bem… ainda tínhamos um plano C. Ligamos para o Camping do Rosa e novamente confirmamos que havia disponibilidade e espaço para trailers grandes. Esse talvez fosse até melhor pois ficava logo ao lado de onde nossos amigos estavam hospedados.

Então nos dirigimos para lá… na continuação conto sobre a função.

Hmmmmm…teus relatos, meu caro Gustavo, tem um “não sei o que” parecido com os relatos do Dardo :thinking:…especialmente o diálogo com o motorista com o qual falaste…deve ser coincidência :grin::laughing::sweat_smile:
Brincadeira, esto dito com humor e não com convencimento da minha parte!
Aguardando a continuação; abraços!

Dardo.

Acho que trata-se de uma caso de estudo, @Dardo. Faz-se necessária uma análise mais profunda, somente possível com auxílio de vinho tinto. :wine_glass:

Seguindo o drama então, saímos da Praia da Ribanceira, seguimos um pouco pela beira da praia com as dunas de Imbituba na nossa esquerda até achar um local pra fazer uma ré meio apertada para o retorno (o Balão tá ficando acostumado a entrar em lugares estranhos :smile:), e nos fomos em direção ao Camping do Rosa, situado no lado oposto da lagoa de Ibiraquera relativo a onde estavamos.

Para chegar lá, pegamos novamente a BR-101 e então entramos pelo acesso tradicional de Garopaba. Eu sequer reconheci aquela entrada de tanto tempo que eu não passava por lá e tão diferente que ela estava… e viva o GPS!

No meio do caminho, dobramos a direita em direção ao tal camping. Quase noite já… rua apertada, mal sinalizada, muito movimento… e quebra molas… quebra molas… quebra molas… quebra molas… opa, não vi… BAM! Quebrou um dos parafusos e caiu um lado de um dos suportes que seguram as caixas. :confounded: Droga… okay. Calma, dá uma olhada… tudo bem, deixa ela pendurada um pouco que já estamos chegando. Ainda tem três, então a caixa está segura de momento… depois se arruma.

Pouco depois, entramos a esquerda em direção ao camping… andamos uns 100 metros e… não acredito! De novo é impossível entrar no camping, com um portão pequeno e uma área pequena. Dessa vez até dei uma tentada, mas seria muito apertado e já estávamos cansados. A probabilidade de fazer bobagem era alta.

Entrada do camping:

Bom, lição clara e importante da viagem: o pessoal que atende o telefone nos campings não faz idéia se veículos maiores conseguem ou não conseguem entrar no camping.

Dito isso, o pessoal desse camping foi de uma simpatia inacreditável. Um dos hóspedes estava deitado na terra embaixo do trailer tentando arrumar o suporte da caixa antes que eu tentasse dizer que não havia problema. Um dos administradores do camping, que não foi quem atendeu o telefone, também estava na volta tentando ajudar de forma muito camarada. Fiquei com uma ótima impressão, embora não tenhamos conseguido ficar lá.

BOM, TUDO BEM NÉ! Vamos pro plano D! :sweat_smile:

Antes de chegarmos lá, enquanto passávamos em direção ao camping, eu já meio que esperava o pior dado o naipe das redondezas e nossa experiência no camping anterior, e já estava de olho em um lugar alternativo, pois a noite já chegava e tava todo mundo cansado, principalmente nosso pequeno. Uma das pousadas me chamou a atenção… tinha um pátio bonito, e era ampla o suficiente para nos servir de estacionamento confortavelmente. Voltamos cerca de 700m e paramos para conversar.

O dono estava lá, e nos atendeu também de forma muito amistosa. Expliquei que precisávamos de um local para parar, e que entendiamos que não era o típico do local mas que não incomodaríamos ninguém. Daí pra frente a conversa foi literalmente assim:

– … mas nós não temos ponto de água aqui.
– Não precisamos de água.
– … mas não temos ponto de eletricidade.
– Não precisamos de eletricidade.
– … também não temos chuveiro quente ou banheiros.
– Não precisamos!
– … bom… então tudo bem.

Ufa… :sweat_smile:

E assim ficamos hospedados no jardim da Pousada Rosa Flat, que parece um local bem agradável, mas que infelizmente não aceita esse tipo de hospedagem regularmente, funcionando mesmo como pousada.

Foto do dia seguinte para dar uma idéia do local:

Logo depois de nos acomodarmos, resolvi antecipar a ligação que já estava planejando para o @Dardo, mas ao invés de somente um convite se tornou um pedido de ajuda para pedir uma indicação de onde conseguir uma barra rosqueada nova para o suporte da caixa que havia quebrado, quando chegássemos em Curitiba.

Foto tirada naquele dia de um exemplar inteiro:

… e do pobrecito decaptado: :slight_smile:

Conversando com o Dardo por telefone, que por sorte estava pelas redondezas de Curitiba, marcamos o encontro e ele como sempre ofereceu não só a ajuda como o coração inteiro em prol da causa. Sem palavras! Oficializou o posto dele de padrinho do Balão. :smile:

Depois de nos estabelecermos, conseguimos conversar com nossos amigos que estavam hospedados bem pertinho na beira da lagoa de Ibiraquera e jantamos juntos. Depois voltamos para dormir aquele sonho dos anjos… ou das pedras, dependendo da perspectiva. :smiley:

Na continuação, o dia seguinte…

Vamos continuar essa história então!

No dia seguinte, Sábado, acordamos com toda tranquilidade porque estávamos todos bem cansados de toda aquela correria de procurar camping e dar com os burros n’água… ou melhor… com o trailer na porteira pequena.

Depois de tomarmos um bom café da manhã curtindo o bonito jardim da pousada, ligamos para nossos amigos que já estavam hospedados por perto e combinamos de fazer um churrasco juntos ao meio dia. O plano era levar o trailer para lá, estacionar ao lado da casa dentro do condomínio, e sair no meio da tarde em direção a Curitiba. E assim começamos…

Entramos no condomínio, mas pro nosso azar haviam uns 6 quebra-molas entre a entrada do condomínio e o ponto onde queríamos parar. Todos de terra, porém muito altos. Já vi de cara que não ia dar certo. Sugeri a família que fossem a pé até o local, e eu daria algum jeito para passar naquelas montanhas, ou no pior caso estacionaria ali mesmo.

Bom, mas como diz a música aquela, “não podemu se entregá pros home!” :smile:

Depois de algumas tentativas frustradas, me veio a idéia de usar o macaco da lança para levantar um pouco a parte da frente do trailer, puxar pra frente até que as rodas começassem a subir no quebra-molas, e depois abaixar de novo antes de descer para que os macacos de trás não encostem no quebra-molas. Sucesso! Bom, quer dizer… sucesso… sucesso… sucesso… ufa! Ainda bem que alguns eram um pouco mais baixo e não precisou, mas no meio do caminho bateu aquela sensação de “o que é que eu estou fazendo” :disappointed_relieved:, mas deu tudo certo no final e estacionamos onde queríamos.

Aqui uma foto aérea com o drone de um dos amigos do grupo que estava alugando a casa:

As cores não ficaram o bicho, mas o local é de cinema, né?

Essa é a lagoa de Ibiraquera, e bem na frente da casa a água era muito cristalina, como essa foto de um dos amigos que estava lá prova:

Opa! Quer dizer… :stuck_out_tongue_closed_eyes:

Bom… churrasco vai churrasco vem, e como usual gostamos tanto que não conseguimos sair na hora que planejávamos.

Saímos lá pelas 18h em direção a Curitiba, meio cansados, e tivemos que cortar a viagem mais cedo para descansar no já conhecido Posto Rudnick. Conversamos com o pessoal para ver os detalhes, e eles com muita camaradagem nos deixaram a vontade e encontraram um bom local para passarmos a noite.

Continuamos viagem em seguida…

Mantendo nossa história quase que semanal :blush:, no dia seguinte acordamos com certa tranquilidade, talvez um pouco mais cedo que gostaríamos por conta dos motores dos caminhões a nossa volta, pegamos um café da manhã no restaurante do posto como é bom costume quando usamos os recursos do posto, e seguimos viagem.

O início foi super tranquilo, mas tivemos o azar de pegar uma chuva forte exatamente na parte mais complicada da viagem: a parte mais forte da serra de subida até a região de Curitiba. Caminhões, bastante trânsito, pouca visibilidade, certamente nos deixou um pouco tenso naquele trecho, mas no final das contas não chegou a ser um grande problema. Com tranquilidade e indo bem devagar, lembrando sempre que esse percurso é curto e que não vale arriscar nada, fomos andando com segurança.

Depois disso a viagem foi tranquila até o Camping No Sol. Como mostra o mapa, ele fica levemente afastado de Curitiba na estrada em direção a Ponta Grossa, o que na chegada é muito bom porque pegamos o anel rodoviário e não precisamos entrar na cidade.

Como disse no tópico do camping, o local é muito bom, muito bem cuidado, e o pessoal de lá é muito simpático e prestativo. Em seguida no estabelecemos e passamos a semana inteira lá, curtindo esse visual:

O único problema que tivemos foi a entrada de um gatuno na camionete. :scream:

Não… literalmente!

Era o gatinho do pessoal do motorhome do lado, que gostava bastante de passear e ficou a semana nos fazendo visitas ocasionais pra ver se estava tudo okay. :slight_smile:

Falando em visitas, tivemos o grande prazer de receber o @Dardo e a @Neiva para uma janta em ótima companhia! Pra vocês terem uma idéia de como foi bom, não temos nenhuma foto! :smile: Mas a lembrança dos bons momentos vai ficar com a gente, sem dúvida. Obrigado!

E no resto da semana visitamos amigos e fizemos tantas coisas que ficamos com pena de não termos programado duas semanas… Teriam sido bem aproveitadas.

Na continuação conto sobre a volta.

Buenas!
Gustavo, muito legal a continuação do relato! E o prazer da companhia de voces e a ótima janta, queremos agradecer de coração, foram horas de agradabilíssima companhia e excelente conversa no requintado e aconchegante Balão. :yum:
Saudades de voces, e espero devolver a visita, se Deus quiser, já com o novo Guanaquito; grande abraço!

Dardo.

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Foi um prazer, Dardo, e estamos aguardando vocês!

Completando a história então, no final de semana seguinte saímos rumo ao sul pela BR-101 com um sábado meio chuvoso, mas em uma viagem bastante tranquila. Fizemos nossa primeira parada para almço no Posto Sinuelo, que é um outro local muito tradicional de parada de caminhões para pernoite nessa região:

Nós preferimos o Rudnick que descrevi acima para pernoites pela disposição do estacionamento, mas os dois são bem grandes e bem frequentados.

Para nossa parada noturna, entramos em contato com o Camping da Pinguela, que estava completamente lotado, mas depois de alguma choradeira no telefone consegui um cantinho para o pequeno Balão só para passar a noite. :joy: Nossa manobra dentro do camping foi um pouco mais complicada por conta disso, o que levou alguns curiosos a perguntar porque passar a noite lá e não em um posto da região.

A resposta é essa:

Acordamos no dia seguinte com toda a calma, tomamos um bom chimarrão curtindo essa vista, e então partimos para mais algumas horas no trecho final da viagem.

Assim fechamos o nosso passeio até Curitiba, que foi muito bem aproveitado e já trás saudade pelos amigos que encontramos. Aliás, essa é uma das partes que gosto bastante de contar essas histórias. Parece que a gente revive um pouco esses momentos, e armazena as memórias para poder curtir de novo de vez em quando.

Um abraço a todos.

Muito bacana o relato Gustavo!!!
Quando comecei a ler e ví que teu ponto de parada era o Camping padang na ribanceira em ibiraquera eu já tava sabendo que não ia dar certo hehehehe, aquela subida subir com o carro vazio já é um desafio hehehe.
Pior que ano passado tinha um trailer karmann de 2 eixos lá em cima, provavelmente um 520, não sei como conseguiram hehehehe!!

Nossa, inacreditável mesmo. Deve ter sido colocado lá de helicóptero. :smiley: